A. INTRODUÇÃO
O trabalho iniciado
tem como objetivo prioritário fornecer um instrumental prático para analisarmos
áreas urbanas do litoral norte do Rio Grande do Sul. Desenvolver subsídios
teóricos, necessários para compreensão da produção do engenheiro e urbanista Luiz
Arthur Ubatuba de Faria como pioneiro nesta questão .
Buscar o conhecimento
de novas técnicas, verificar métodos, formular diagnósticos e padrões de
analise tecnológicos e conhecer as condições locais. Através destes
procedimentos acreditamos que poderemos dar inicio a uma reciclagem técnica e
profissional. Eles seriam como que requisitos para melhor nos habilitarmos para
trabalhar em pesquisa ,utilizando toda a bibliografia existente, desta forma
contribuirmos com algo relevante no campo do conhecimento. Esta pesquisa foi
elaborada para o Mestrado PROPUR /URFRGS. 2000/2002 ,mas não foi apresentada.
Em sendo assim
resolvi através do meu olhar de forma independente, dividir reflexões e
observações sobre um dos maiores
urbanistas brasileiros do Sec. XX, e sua
importância impar no urbanismo do Rio Grande do Sul .
Nosso objetivo é
repassar informações que possam acrescentar na área da pesquisa analisar a trajetória do Engenheiro e
Urbanista, Luiz Arthur Ubatuba de Faria que nasceu em 23 de abril de 1908 e ingressou
em 1927 na Escola de Engenharia do Rio Grande do Sul, onde se formou em 1932.
Em 1939 inicia seu curso de pós-graduação no Instituto de Urbanismo de
Montevidéu, terminando-o em 1942.
Trabalhou na
prefeitura de Porto Alegre de 1930 a 1951 onde,
com o engenheiro Edvaldo Pereira Paiva, em 1935, realizou o levantamento
topográfico das ruas de Porto Alegre. Em 1937, ainda com engenheiro Paiva,
elaborou o Plano de Avenidas para Porto Alegre. Foi professor no curso de
arquitetura e no curso de urbanismo o qual ajudou a idealizar e do Instituto de
Belas Artes. Presidiu em 1948 a Comissão Revisora do Plano Diretor de Porto
Alegre.
Entre seus trabalhos
destacam-se como importantes o projeto para os Balneários de Atlântida,
Tramandaí e Imbé na orla norte Rio Grande do Sul e o projeto da Várzea do rio
Gravataí, na zona norte de Porto Alegre. Faleceu em 18 de outubro de 1954. Através da trajetória de Ubatuba de Faria
,manter-se em contato com a sua produção como urbanista nos possibilitará a
oportunidade do nosso desenvolvimento profissional para melhor avaliar e
compreender o que representa a área de pesquisa em seus vários aspectos e como
podem influenciar o desempenho dos núcleos urbanos, relacionar as técnicas e
características regionais, que se complementam com as necessidades do ambiente
construído.
Relevância e
interesse do trabalho proposto
Critério de
originalidade: o tema proposto não foi, até agora, nem objeto de estudo e nem
motivo para uma especulação em crítica, que esclareça e reflita sobre a importância
de Ubatuba de Faria e de suas atitudes independentes e afirmativas para o
contexto da sua trajetória na reflexão sobre o urbanismo a partir de Porto
Alegre. Por isto, esta pesquisa, além de atender ao critério de originalidade,
significa também uma chance de contribuir com algo novo ao campo do saber.
Critério de
relevância: este critério aqui se coaduna com a constatação da necessidade de
uma reflexão mais aprofundada sobre a produção de Luiz Arthur Ubatuba de Faria
engenheiro da Seção de Cadastros da prefeitura que ingressou com a tarefa de fazer um
levantamento topográfico na cidade. A partir deste trabalho concluí juntamente com Edvaldo Pereira Paiva que era necessária a
elaboração de um novo plano. Surgindo a idéia de desenvolver um projeto inspirado
no Plano do Rio de Janeiro, do arquiteto Agache e no Plano de Avenidas de São
Paulo, do engenheiro Prestes Maia, onde foram lançadas em Porto Alegre.
A obra resultante foi
exposta num armazém desocupado na rua da Praia em frente à Livraria do Globo em
1936. Em 1938 sai como uma publicação mimeografada, com fotografias, gráficos
que a ilustram, com o nome de Contribuição ao Estudo de Urbanização de Porto
Alegre. a partir desta cidade. Sendo o seu período um conceito em construção, onde estão sendo
redefinidos objetos, prioridades e possibilidades, existindo uma demanda de
constante observação crítica. Existem questões ainda não respondidas e que são
fundamentais para a compreensão da reflexão sobre o urbanismo a partir de Porto
Alegre.
Critério de
viabilidade: o tema escolhido pode ser pesquisado de maneira séria, fugindo da
tentação de uma temática ambiciosa e muito vasta mas que poderia levar a uma
pesquisa mal realizada. Conforme Ciro Flamarion Cardoso, este critério se
refere a recursos humanos, financiamento e recursos materiais, e ao tempo
disponível para realizar o trabalho. Diz respeito também à existência e
disponibilidade de uma documentação abundante e adequada ao tema proposto,
condição necessária para o êxito da pesquisa.¹
Após verificar a
existência de fontes de pesquisa, inclusive com o recurso de uso de fontes,
acreditamos que podemos atender as exigências deste critério. Com esta pesquisa
pretendemos preencher lacunas existentes na história do urbanismo em nossa
cidade.
Luiz Arthur Ubatuba de Faria, engenheiro e
urbanista, nasceu em 23 de abril de 1908 na cidade de Rio Grande e veio a
falecer em 19 de outubro de 1954 em Porto Alegre.
Em 1927, ingressou na
Escola de Engenharia do Rio Grande do Sul onde se formou em 1932. Foi professor
no curso de arquitetura e no curso de urbanismo e colaborou na idealização do
Instituto de Belas Artes. Presidiu, em 1948, a Comissão Revisora do Plano
Diretor de Porto Alegre.
Entre seus trabalhos
destacam-se como importantes o projeto para os Balneários de Atlântida,
Tramandaí e Imbé na orla norte Rio Grande do Sul.
Ubatuba de Faria
esta inserido como participante central
na invenção do litoral norte do Rio Grande do Sul, ligando-o ao cenário do fim
do Séc. XIX e inicio do Séc. XX, como um técnico que se envolve na transformação histórica social,
política e econômica mundial, a partir de sua época. Sua participação em
diversos projetos no inicio do Séc. XX nas décadas de 30, 40 e 50 nos leva a
refletir a sua contribuição e seus pressupostos teóricos, de como foram
aplicados na reflexão sobre a dinâmica das cidades, as suas técnicas de
interpretação e execução.
Projeto de Atlântida
em relação ao Departamento Balneário Marítimo na configuração do Estado Novo a
partir da sua implantação como ocupação do Litoral Norte, assim como sua
ocupação territorial. Este momento de reflexão com relação aos processos de
desenvolvimento econômico e crescimento estavam se realizando no Uruguai e
Argentina que tinham projetos que se inseriam na ocupação litorânea tais como
sanear, embelezar e renovar vinculada ao processo de ocupação do litoral do RS,
com sua base estruturada no conhecimento técnico de Ubatuba de Faria e a
compreensão do Estado Novo na importância político administrativo do
desenvolvimento econômico e social do litoral gaúcho.
II. OBJETO DO ESTUDO
Ubatuba de Faria
juntamente com seu colega Edvaldo Pereira Paiva tomaram conhecimento do plano e
projetos de Alfred Donat Agache (Tours 1875 – Paris 1959) que havia atuado em
Chicago e participado do plano de Camberra, foi contratado pelo prefeito Prado Junior para elaborar o plano de
remodelação da cidade do Rio de Janeiro (1927).Embora não tenha sido executado
o Plano Agache abriu novas perspectivas para o urbanismo no Brasil dando origem
a que as prefeituras criassem Departamentos de Urbanismo. A principal obra de
Agache no Rio de Janeiro foi os jardins da Glória.
Em 1938, Ubatuba de
Farias e Edvaldo Pereira Paiva desenvolvem a “Contribuição ao Estudo da
Urbanização de Porto Alegre”, que consta a criação de um bairro residencial
para a Praia de Belas, no prolongamento da avenida Borges de Medeiros, que
parece ter sofrido uma influência muito grande do urbanista francês. A
concepção e os princípios do plano de Agache para o Rio de Janeiro em 1930 são
encontrados no plano de Ubatuba e Paiva para a Praia de Belas: grandes avenidas
como eixos que são articulados por rótulas que servem de pontos focais, ruas
bem configuradas por quarteirões fechados e compactos - tudo dentro dos moldes
do urbanismo formalista da escola francesa.
Destacamos em Ubatuba
de Farias ainda o projeto da Vila Jardim, em Porto Alegre, as cidades de
Tramandaí, Atlântida e Imbé ou do projeto “ Uma Vila Operaria na Várzea do
Gravataí”.
No inicio do Séc. XX
em Porto Alegre vimos à atuação de engenheiros/arquitetos que executaram
projetos coletivos com apresentação de seus trabalhos, utilizando um discurso
especifico sobre o urbano e, em alguns casos, criando espaços para a prática da
arquitetura e pensamento propondo uma reflexão sobre a produção urbanística
deste período. Estes engenheiros/arquitetos afirmaram a sua produção dando-lhes
visibilidade e foram levados pela carência, em Porto Alegre, de espaços que
contemplariam uma qualidade de vida
daquele período. Suas buscas foram determinadas pelas suas inquietações, pelas
pesquisas formais e preocupações individuais.
Além de afirmarem a
existência de uma reflexão sobre o urbanismo
em Porto Alegre, mostraram também, que eles se articulavam, organizavam, mobilizavam-se e
se apresentavam-se.
Posto isto...
É hora de apresentar
a questão que desafia e propicia esta investigação.
O famoso problema
O que havia na participação de Ubatuba de Farias nestes projetos que os tornaram tão específicos e que os fizeram dos seus espaços, sua produção? Por que viabilizaram novas ou outras formas de se apresentar, de se ver e se discutir o urbanismo de Porto Alegre e suas influencias?
O que havia na participação de Ubatuba de Farias nestes projetos que os tornaram tão específicos e que os fizeram dos seus espaços, sua produção? Por que viabilizaram novas ou outras formas de se apresentar, de se ver e se discutir o urbanismo de Porto Alegre e suas influencias?
Raciocínio hipotético
Com a definição do
tema e a contextualização do mesmo, pode-se apresentar a formulação das
hipóteses.
- A inconstância de uma política voltada para
os projetos de urbanização determinou ou influenciou a realização desses
projetos?
- A produção deste arquiteto se coadunava com
o sistema dos procedimentos urbanísticos da época existente em Porto Alegre neste período? Como
se relacionavam com o sistema dos projetos?
- Como técnico envolvido nestas propostas,
com sua formação, como se articulava entre seus colegas, como apresentou seus
projetos, quais suas buscas formais e preocupações urbanísticas?
- Estavam engajado em pesquisar ou
buscar linguagem que afinavam com as questões do urbanismo?
- Qual a real participação nos projetos para
os Balneários de Atlântida, Tramandaí e Imbé na orla norte Rio Grande do Sul e
o projeto da Várzea do rio Gravataí, na zona norte de Porto Alegre?
III. INTRODUÇÃO
Buscar o conhecimento
de novas técnicas, verificar métodos, formular diagnósticos e padrões de
analise tecnológicos e conhecer as condições locais. Através destes
procedimentos acreditamos que poderemos dar inicio a uma reciclagem técnica e
profissional. Eles seriam como que requisitos para melhor nos habilitarmos para
trabalhar em pesquisa ,utilizando toda a bibliografia existente, desta forma
contribuirmos com algo relevante no campo do conhecimento. Esta pesquisa foi
elaborada para o Mestrado PROPUR /URFRGS. 2000/2002 ,mas não foi apresentada.
Em sendo assim
resolvi através do meu olhar de forma independente, dividir reflexões e
observações sobre um dos maiores
urbanistas brasileiros do Sec. XX, e sua
importância impar no urbanismo do Rio Grande do Sul .
Nosso objetivo é
repassar informações que possam acrescentar na área da pesquisa analisar a trajetória do Engenheiro e
Urbanista, Luiz Arthur Ubatuba de Faria que nasceu em 23 de abril de 1908 e
ingressou em 1927 na Escola de Engenharia do Rio Grande do Sul, onde se formou
em 1932. Em 1939 inicia seu curso de pós-graduação no Instituto de Urbanismo de
Montevidéu, terminando-o em 1942.
Trabalhou na
prefeitura de Porto Alegre de 1930 a 1951 onde,
com o engenheiro Edvaldo Pereira Paiva, em 1935, realizou o levantamento
topográfico das ruas de Porto Alegre. Em 1937, ainda com engenheiro Paiva,
elaborou o Plano de Avenidas para Porto Alegre. Foi professor no curso de
arquitetura e no curso de urbanismo o qual ajudou a idealizar e do Instituto de
Belas Artes. Presidiu em 1948 a Comissão Revisora do Plano Diretor de Porto
Alegre.
Entre seus trabalhos
destacam-se como importantes o projeto para os Balneários de Atlântida,
Tramandaí e Imbé na orla norte Rio Grande do Sul e o projeto da Várzea do rio
Gravataí, na zona norte de Porto Alegre. Faleceu em 18 de outubro de 1954. Através da trajetória de Ubatuba de Faria
,manter-se em contato com a sua produção como urbanista nos possibilitará a
oportunidade do nosso desenvolvimento profissional para melhor avaliar e
compreender o que representa a área de pesquisa em seus vários aspectos e como
podem influenciar o desempenho dos núcleos urbanos, relacionar as técnicas e
características regionais, que se complementam com as necessidades do ambiente
construído.
Relevância e
interesse do trabalho proposto;
Critério de
originalidade: o tema proposto não foi, até agora, nem objeto de estudo e nem
motivo para uma especulação em crítica, que esclareça e reflita sobre a
importância de Ubatuba de Faria e de suas atitudes independentes e afirmativas
para o contexto da sua trajetória na reflexão sobre o urbanismo a partir de
Porto Alegre. Por isto, esta pesquisa, além de atender ao critério de
originalidade, significa também uma chance de contribuir com algo novo ao campo
do saber.
Critério de
relevância: este critério aqui se coaduna com a constatação da necessidade de
uma reflexão mais aprofundada sobre a produção de Luiz Arthur Ubatuba de Faria
engenheiro da Seção de Cadastros da prefeitura que ingressou com a tarefa de fazer um
levantamento topográfico na cidade. A partir deste trabalho concluí juntamente com Edvaldo Pereira Paiva que era necessária a
elaboração de um novo plano. Surgindo a idéia de desenvolver um projeto
inspirado no Plano do Rio de Janeiro, do arquiteto Agache e no Plano de
Avenidas de São Paulo, do engenheiro Prestes Maia, onde foram lançadas em
Porto Alegre.
A obra resultante foi
exposta num armazém desocupado na rua da Praia em frente à Livraria do Globo em
1936. Em 1938 sai como uma publicação mimeografada, com fotografias, gráficos
que a ilustram, com o nome de Contribuição ao Estudo de Urbanização de Porto
Alegre. a partir desta cidade. Sendo o seu período um conceito em construção, onde estão sendo
redefinidos objetos, prioridades e possibilidades, existindo uma demanda de
constante observação crítica. Existem questões ainda não respondidas e que são
fundamentais para a compreensão da reflexão sobre o urbanismo a partir de Porto
Alegre.
Critério de
viabilidade: o tema escolhido pode ser pesquisado de maneira séria, fugindo da
tentação de uma temática ambiciosa e muito vasta mas que poderia levar a uma
pesquisa mal realizada. Conforme Ciro Flamarion Cardoso, este critério se
refere a recursos humanos, financiamento e recursos materiais, e ao tempo
disponível para realizar o trabalho. Diz respeito também à existência e
disponibilidade de uma documentação abundante e adequada ao tema proposto,
condição necessária para o êxito da pesquisa.¹
Após verificar a
existência de fontes de pesquisa, inclusive com o recurso de uso de fontes,
acreditamos que podemos atender as exigências deste critério. Com esta pesquisa
pretendemos preencher lacunas existentes na história do urbanismo em nossa
cidade.
Luiz Arthur Ubatuba de Faria, engenheiro e
urbanista, nasceu em 23 de abril de 1908 na cidade de Rio Grande e veio a
falecer em 19 de outubro de 1954 em Porto Alegre.
Em 1927, ingressou na
Escola de Engenharia do Rio Grande do Sul onde se formou em 1932. Foi professor
no curso de arquitetura e no curso de urbanismo e colaborou na idealização do
Instituto de Belas Artes. Presidiu, em 1948, a Comissão Revisora do Plano
Diretor de Porto Alegre.
Entre seus trabalhos
destacam-se como importantes o projeto para os Balneários de Atlântida,
Tramandaí e Imbé na orla norte Rio Grande do Sul.
Ubatuba de Faria
esta inserido como participante central
na invenção do litoral norte do Rio Grande do Sul, ligando-o ao cenário do fim
do Séc. XIX e inicio do Séc. XX, como um técnico que se envolve na transformação histórica social,
política e econômica mundial, a partir de sua época. Sua participação em
diversos projetos no inicio do Séc. XX nas décadas de 30, 40 e 50 nos leva a
refletir a sua contribuição e seus pressupostos teóricos, de como foram
aplicados na reflexão sobre a dinâmica das cidades, as suas técnicas de
interpretação e execução.
Projeto de Atlântida
em relação ao Departamento Balneário Marítimo na configuração do Estado Novo a
partir da sua implantação como ocupação do Litoral Norte, assim como sua
ocupação territorial. Este momento de reflexão com relação aos processos de
desenvolvimento econômico e crescimento estavam se realizando no Uruguai e
Argentina que tinham projetos que se inseriam na ocupação litorânea tais como
sanear, embelezar e renovar vinculada ao processo de ocupação do litoral do RS,
com sua base estruturada no conhecimento técnico de Ubatuba de Faria e a
compreensão do Estado Novo na importância político administrativo do
desenvolvimento econômico e social do litoral gaúcho.
Nota 1-Cf. Cardoso,Ciro Flamarion. Uma Introdução à História. São Paulo, Editora Brasiliense, 1982, p. 74-75.

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